Kalil anuncia que não vai ampliar a reabertura do comércio em BH na próxima semana

Foto: Alexandre Kalil fala em coletiva no dia 29/5/2020. — Foto: TV Globo / Reprodução

A reabertura do comércio começou na última segunda-feira (25). A segunda fase estava prevista para acontecer no próximo dia 1º, mas aceleração de contágio no estado fez com que a prefeitura decidisse suspender a continuidade da reabertura.

Por Patrícia Fiúza

“A situação na grande BH e no estado é de grande gravidade”, disse o prefeito Alexandre Kalil (PSD) durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (29), para justificar que não vai ampliar a flexibilização do isolamento social em Belo Horizonte. “Nós temos notícias assustadoras do interior, que não tem culpado, que é o sistema estadual sucateado há anos”, disse para justificar a não ampliação da reabertura do comércio na cidade.

Em nota enviada no final da tarde, o governo de Minas disse que investiu mais de R$ 304 milhões no combate à pandemia conseguiu ampliar em 30% a capacidade de atendimento intensivo no estado, totalizando 2.885 leitos de UTI na rede SUS. Segundo o governo, a maior parte dos 872 leitos de UTI criados foi destinada ao interior do Estado. (Veja a íntegra abaixo)

Também em nota, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) disse que a maioria dos estabelecimentos dos setores de comércio e serviços fechou as portas e manteve os empregos durante o isolamento social e pediu à prefeitura um maior diálogo com o governo do estado no combate ao novo coronavírus.

A flexibilização, que começou na segunda-feira (25), aconteceria em quatro etapas. A primeira delas, permitiu a reabertura de lojas de brinquedos, salões de beleza, comércio varejista de cama mesa e banho, shoppings populares. Cerca de 10 mil empresas foram abertas e 32 mil trabalhadores voltaram às ruas.

A segunda etapa estava prevista para a próxima segunda-feira (1), mas a possibilidade acabou sendo vetada, segundo a prefeitura, por causa da situação da pandemia no estado. Alexandre Kalil disse que, “apesar de a cidade estar com 76% da vida normal em andamento, nós estamos muito assutados”. Ele não descartou a possibilidade de lockdown, caso a situação se agrave, e voltou a falar que as medidas serão tomadas com base em estudos feitos pelo Comitê de Enfrentamento à Covid-19.

“A boa notícia é que o bom senso junto com a ciência nós vamos dar mais uma semana para os acontecimentos da cidade”, falou. “Deus queira que na semana que vem eu não tenha que anunciar o lockdown“, completou.

O infectologista que faz parte do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 em Belo Horizonte, Carlos Starling, enfatizou que cidades como Ribeirão das Neves, Contagem, Nova Lima, Divinópolis, Mariana e Itabira, estão com “epidemia em franca ascensão”.

“Não chegamos no pico e muito provavelmente, não estamos nem próximo. A situação ainda deve piorar nas próximas semanas”, enfatizou o médico, ao mencionar a situação no Brasil e em Minas.

Ele disse que será necessário “pisar no freio” para analisar, a partir da próxima semana, os impactos na capital e decidir, ou não, pela retomada do processo de reabertura do comércio na capital. E enfatizou que a reabertura na segunda-feira (25) ainda não gerou impactos mensuráveis na transmissão do vírus.

“Nós ainda estamos em situação estável, mas em alerta, o que impede de prosseguir com processo de flexibilização”, afirmou.

Para flexibilizar, segundo o secretário de Saúde Jackson Machado, são levadas em consideração todas as atividades e setores, número de pessoas empregadas, de pessoas que iriam para rua, associada ao risco sanitário que cada atividade.

Machado enfatizou a importância de se manter as medidas de higiene e de isolamento social. “Nós vamos ter que adquirir novos hábitos de vida pelos próximos dois anos, no nosso convívio social, de usar máscara e distanciamento social. Nos próximos dois anos, teremos que continuar com as medidas de prevenção. Nossa vida não será jamais como antes da pandemia”, falou.

Alerta vermelho

Jackson Machado explicou que o índice de contágio, o chamado R0, estava em 1,1 em Belo Horizonte quando se decidiu pela reabertura, na semana passada. Mas agora já está em 1,2, o que indica um pequeno aumento no contágio na capital mineira e coloca a cidade em alerta vermelho. Já a ocupação de leitos de UTI, que está em 52%, e de enfermaria, que está em 43%, deixa a cidade numa situação mais confortável, em amarelo. No entanto, se houver dois indicadores no vermelho, será feito pelo lockdown da cidade.

Nível de alerta em Belo Horizonte nesta sexta-feira (29) — Foto: Reprodução / PBH

Nível de alerta em Belo Horizonte nesta sexta-feira (29) — Foto: Reprodução / PBH

O que diz o Governo do Estado sobre situação no interior

“O Governo de Minas Gerais trabalha de forma organizada para conter o aumento de casos da Covid-19 no Estado, que atualmente tem como epicentro a capital Belo Horizonte, cujos moradores respondem por cerca de 19% dos casos confirmados, apesar de representarem 12% da população mineira. Compreendendo a lógica integrada e regionalizada do Sistema Único de Saúde (SUS), o Governo Estadual executa esforços para atender com qualidade e dignidade os mineiros dos 853 municípios.

Desde o início da crise da Covid-19, o Governo de Minas conseguiu ampliar em 30% a capacidade de atendimento intensivo no Estado. Atualmente, Minas conta com 2.885 leitos de UTI na rede do SUS. Até março, eram 2.013 leitos. A maior parte dos 872 leitos de UTI criados foi destinada ao interior do Estado.

Até agora, o Governo gastou mais de R$ 304 milhões no combate à pandemia, entre compra de material médico e hospitalar, equipamentos, auxílio merenda. Vale ressaltar que Minas Gerais foi o Estado que construiu o Hospital de Campanha com o custo mais baixo. Erguida no Expominas, a estrutura conta com 768 leitos, sendo 740 de enfermaria e 28 de estabilização.

Minas também adquiriu 1.047 respiradores para atender aos hospitais de várias regiões. Além disso, foram recolhidos para conserto 447 aparelhos que estavam em desuso por falta de manutenção. Até o momento, 130 equipamentos foram recuperados e já entregues a 30 municípios de diversas regiões, ampliando a capacidade de atendimento do sistema de saúde mineiro.

O Governo do Estado continua trabalhando no combate ao coronavírus, respeitando a autonomia dos prefeitos e os auxiliando com a retomada econômica responsável e segura, por meio do plano Minas Consciente.

Minas são muitas e Belo Horizonte é a capital de todos os mineiros. Todas suas regiões devem seguir unidas, zelando pela vida de cada um dos mineiros.”

O que diz a CDL

Com a autoridade de quem teve como primeira preocupação nessa pandemia a preservação da saúde e da vida das pessoas, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) conclama a Prefeitura da capital a iniciar imediatamente o diálogo com o Governo do Estado para o enfrentamento conjunto no combate à propagação do Covid 19.

Hoje, quando a Prefeitura anunciou o impedimento da abertura de novas atividades, que estavam previstas para a próxima segunda-feira, ficou evidente que o principal motivo para a tomada dessa decisão foi a situação do Coronavírus no interior do Estado e o seu possível impacto na capital.

O comércio de Belo Horizonte já está dando uma enorme contribuição no combate ao Coronavírus na cidade. Respeitamos todas as medidas anunciadas pela Prefeitura, especialmente o isolamento social. Fizemos um grande sacrifício. A maioria dos estabelecimentos dos setores de comércio e serviços fechou as suas portas e procurou manter os seus empregos.

Temos a convicção que tal comportamento foi de fundamental importância para salvar vidas. Entendemos que o comércio de Belo Horizonte não pode ser penalizado por uma suposta negligência no combate ao Coronavírus no interior do Estado. Por isso, a necessidade urgente do diálogo entre a Prefeitura de Belo Horizonte e o Governo do Estado para encontrar soluções para este problema. A CDL/BH está à inteira disposição para colaborar nessa união de esforços.”

Texto original: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2020/05/29/kalil-anuncia-que-processo-de-reabertura-de-comercio-em-bh-esta-suspenso-na-proxima-semana.ghtml

Dicas para pais e alunos se organizarem para estudo em casa

  • É importante manter uma rotina diária e ter horário reservado para os estudos;
  • Não procrastine nas atividades, pois o conteúdo pode se acumular (como aconteceria nas aulas físicas);
  • Também não é necessário correr para produzir à frente do que está no cronograma;
  • Não hesite em pedir ajuda aos professores e coordenadores, pois o cenário é diferente e a adaptação pode não ser imediata;
  • Pais também devem tentar não ficar ansiosos com a situação e pressionar os filhos, pois o contexto é desafiador para toda a família;
  • Não se esqueça de tentar praticar alguma atividade física em casa (é essencial para a mente e para o corpo)

TEXTO ORIGINAL:

O que é o coronavírus?

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.

Como a COVID-19 é transmitida?

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia


Em casos graves, as vítimas apresentam:

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

FONTE: Estado de Minas; Revista Encontro

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