Aglomerações e flagras de rostos descobertos no primeiro final de semana de comércio aberto em BH. Minas Gerais tem mais de 10,4 mil casos de Covid-19.

Fotos: Maurício Vieira

Duzentas e setenta e uma pessoas morreram em Minas Gerais por coronavírus.

Por Marcelo Jabulas

A prefeitura iniciou, desde a última segunda-feira (25), o processo de reabertura do comércio em Belo Horizonte. Uma das bandeiras para a volta à normalidade foi a eficácia do combate à disseminação do novo coronavírus. E com a abertura, o isolamento despencou na capital. A reportagem do Hoje em Dia foi às ruas do Centro da capital para verificar como foi o primeiro sábado de comércio reaberto. E o que se viu foi aglomeração e muita gente desobedecendo as medidas protetivas.

Nas lojas, comerciantes evitavam falar sobre a reabertura. Nem mesmo quiseram comentar se o movimento melhorou ou piorou. Muitos estabelecimentos mantiveram seguranças na porta para ordenar o acesso ao interior do estabelecimento. No entanto, no meio era só  aglomeração e muitas pessoas sem máscara, desrespeitando as recomendações sanitárias. 

Shopping Oiapoque 

No Shopping Oiapoque, a fila na entrada do estabelecimento chamou atenção. No entanto, o administração da galeria adotou medidas de controle para permitir a entrada dos consumidores. Todos eram aferidos com termômetros e higienização com álcool em gel. O uso da máscara se tornou obrigatório, e quem não tivesse com o equipamento de segurança recebia uma máscara na porta. 

Shopping Oiapoque

Lá dentro, o movimento era grande, mas o acesso era restrito a cerca de 500 pessoas, que precisaram retirar senha para entrar. E para evitar aglomeração foi adotado uma rota em mão única, assim como sinalização de distância entre os consumidores.

Arrependimento

Se nos shopping populares a obediências às recomendações de saúde eram obrigatória, no meio da rua cada um adotava a medida de acordo com sua convicção. Moradora do bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, Eliane Fernandes foi até o Centro com a filha Júlia e ficou estarrecida com o comportamento da população.

Consumidora no centro de BH

“Precisei sair, mas me arrependi. Ainda mais porque vim com minha filha. As pessoas não estão cumprindo com as medidas de segurança, muita gente sem máscara, aglomeração. Acredito que a prefeitura voltará a fechar o comércio, pois falta comprometimento da população”, afirma Eliane, que diz que no Jardim Canadá boa parte dos moradores também negligenciam as recomendações.

Segunda onda

Vale lembrar que, desde segunda-feira (25), quando a prefeitura iniciou o processo de reabertura, a taxa de transmissão saltou de 1,1 para 1,24 na sexta-feira (29). A elevação do índice R0 (que mensura para quantas pessoas um indivíduo pode transmitir a doença) fez com que a prefeitura ligasse o alerta. “A velocidade da transmissão está aumentando progressivamente. Na Grande BH, a epidemia está em franca ascensão”, afirmou na coletiva o infectologista Carlos Starling, integrante do Comitê de Enfrentamento, que também explica que, por hora, a situação é estável.

O aumento da taxa de contágio obrigou a prefeitura a interromper a flexibilização, mas permitiu que os estabelecimentos autorizados continuassem abertos. “Vamos vir aqui toda sexta-feira, e espero não vir na próxima determinar o lockdown”, afirmou o prefeito Alexandre Kalil, durante entrevista coletiva na última sexta-feira (29).

Texto original: https://www.hojeemdia.com.br/horizontes/aglomerações-e-flagras-de-rostos-descobertos-no-primeiro-final-de-semana-de-comércio-aberto-em-bh-1.788995

Dicas para pais e alunos se organizarem para estudo em casa

  • É importante manter uma rotina diária e ter horário reservado para os estudos;
  • Não procrastine nas atividades, pois o conteúdo pode se acumular (como aconteceria nas aulas físicas);
  • Também não é necessário correr para produzir à frente do que está no cronograma;
  • Não hesite em pedir ajuda aos professores e coordenadores, pois o cenário é diferente e a adaptação pode não ser imediata;
  • Pais também devem tentar não ficar ansiosos com a situação e pressionar os filhos, pois o contexto é desafiador para toda a família;
  • Não se esqueça de tentar praticar alguma atividade física em casa (é essencial para a mente e para o corpo)

TEXTO ORIGINAL:

O que é o coronavírus?

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.

Como a COVID-19 é transmitida?

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia


Em casos graves, as vítimas apresentam:

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

FONTE: Estado de Minas; Revista Encontro

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